Pela Estrada Fora
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20 de maio de 2026 · 5 min de leitura

Palavras + palavras

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Já faz vários dias que me digo que devia escrever um novo artigo, não vou deixar a Janaina escrever todos. Podia ser uma ideia, já que estou a falar nisso. Vá lá, Janaina, mãos à obra.

Ao escrever isto, ocorre-me que algumas pessoas poderiam ter interesse em escrever coisas sobre o Pela Estrada Fora, ou mesmo sobre outros temas, e eu publicaria aqui. Mais um projeto a juntar à pilha que já tenho. Começo a ter dificuldade em os esconder debaixo do tapete.

Vamos então ao assunto deste artigo. A verdade é que não sei sobre o que vou escrever, como habitualmente. Deixo os dedos correrem pelo teclado e tenho a sorte de isso formar palavras que por sua vez formam frases. Imagino que o meu cérebro ajuda um bocadinho também. Escrevo no momento, sem pensar muito na frase seguinte, nem sequer no objetivo deste artigo com antecedência. O resultado é um texto descosido, onde tudo se mistura, onde se podia tirar uma frase daqui outra dali sem que o sentido se alterasse — já que não há nenhum.

Está bom tempo, é dia 16 de abril e são 18h08. JÁ FAZ TALVEZ… NÃO VÃO ACREDITAR MAS O MEU TECLADO FICOU BLOQUEADO EM MAIÚSCULAS. EU QUE ESTAVA MOTIVADO PARA ESCREVER, VOU TER DE PARAR PARA ENCONTRAR UMA SOLUÇÃO.

Pronto, consegui. Onde é que eu estava?

Ah sim! Já faz talvez uma hora que o último cliente entrou e quinze minutos que os últimos saíram. Há algumas semanas, pergunto a mim mesmo se não valeria a pena mudar os horários. Com os dias bonitos, provavelmente não faz sentido nenhum ficar aberto até às 20h, dada a localização recuada do café. Imagino que a esta hora a Praça do Peixe deve estar cheia de vida.

Sei o que estão a pensar: “Mas onde é que este quer chegar?”

Nem eu sei, limito-me a escrever.

Vamos ser breves e passar ao essencial das últimas semanas. No dia 8 de abril teve lugar a primeira sessão do “Fora de sinal”, onde os ecrãs eram proibidos. Toda a gente entrou no espírito, houve quem lesse, houve quem jogasse jogos de tabuleiro. Espero que sejam cada vez mais a querer experimentar.

No dia 9 de abril foi a “leitura à luz das velas” e, como sempre, foi um momento fora do tempo, quase meditativo, e faz bem. No dia seguinte era sexta-feira, e sexta-feira é dia de quiz. A sala estava cheia mais uma vez. Fico muito contente de ver sempre tanta gente e tanta energia nestas noites em que o meu duplo maléfico se pode deixar ir.

No dia 12 de abril, o PEF festejou o seu primeiro aniversário, e para celebrar, um jovem artista veio tocar guitarra e cantar folk. Até tivemos direito a Bob Dylan. É inegável, o Bob é mesmo muito bom. Foi um momento muito especial. Tenho a sensação de que as pessoas gostaram e isso deixa-me contente.

Ontem, portanto dia 15 de abril, se estiverem a acompanhar, teve lugar o primeiro encontro do evento “Leitura em voz alta”. Não, estou a brincar, tive de cancelar, não havia inscritos suficientes. Acontece, é muitas vezes difícil lançar novos conceitos, mas isso não me vai impedir de tentar de novo em maio. Por isso fiquem atentos como dizem os jovens (é mentira, nenhum jovem diz isso).

E daqui a uns vinte minutos vai ter lugar o primeiro encontro francófono. Não digam a ninguém, mas não faço a mínima ideia do que vai ser aquilo. Nem sei quantas pessoas virão. O gajo vive perigosamente ou quê?!

Vou ter de me habituar a escrever artigos porque tenho a impressão de estar a dizer disparates. Mas gosto de escrever. Devia conseguir escrever um por semana. Não era mau. Assim, daqui a dois ou três meses, talvez tenham direito a ler um artigo com algum sentido que não vos dê dores de cabeça.

Vamos lá, para terminar, os próximos eventos:

17 de abril: quiz. 45 pessoas inscritas. Vou estar sozinho a gerir tudo e a suar até não restar uma gota? Resposta amanhã.

18 de abril: noite de lobisomens. 23 pessoas inscritas. E eu que tinha definido um limite de 20 participantes. O mestre do jogo que sou vai ter de encontrar uma solução para que as partidas não sejam intermináveis. Quem já participou nestas noites sabe que nunca me faltam ideias.

22 de abril: segunda noite “Fora de sinal”. Quem vem passar duas horas longe do telemóvel para aproveitar o momento sozinho, com amigos ou em família?

23 de abril: noite dos artistas. Não se pode dizer que seja um sucesso desde a primeira edição. Mas também não se pode dizer que a minha comunicação seja perfeita. Já era tempo de fazer as coisas bem. Como em tudo o resto. Mas gerir tudo de A a Z é às vezes (muitas vezes) complicado.

Ah! Não me ia embora sem vos contar o seguinte. Cedi às sirenes da tendência. Não me julguem, por favor. Já vos vejo a apontar para o ecrã a dizer: “Oh! O gajo cedeu às sirenes da tendência!”

Que tendência? A do kombucha! A partir de agora, vão encontrar o MAI Kombucha no café, uma excelente marca portuguesa premiada que soube encontrar o seu público! O kombucha, o que é isso? Vão ao Google, não sou a vossa Wikipédia pessoal. Mas saibam que se quiserem beber, o Pela Estrada Fora já tem. E não fiz as coisas pela metade, porque estão disponíveis quatro sabores: gengibre, limão, maçã e maracujá.

Bom, deixo-vos com esta nota bem comercial como deve ser. Imaginem-me a sorrir e a piscar o olho, com os dois dedos indicadores apontados na vossa direção.

Mathieu

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